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Sexta-feira, Dezembro 17, 2004
Sim, eu fui aos três dias de encerramento da turnê Ventura no Canecão! Sim, eu fiquei completamente sem voz e sem forças durante toda a semana! Claro, eu tenho muitas coisas pra dizer, ou melhor, escrever aqui! Só que estou viajando daqui a pouco e provavelmente só na véspera do Ano Novo estarei online novamente. Então prometo que depois conto com mais calma tudo e faço um balanço geral do que foi a turnê Ventura pra mim, ok? Por enquanto, deixo aqui antecipado um feliz Natal a todos vocês!
Certinho?
por Binha 12:50 PM
Segunda-feira, Novembro 08, 2004
Adeus Ventura...
E depois de muitos shows - muitos mesmo - que eu pude presenciar desde julho do ano passado, começando com um empolgante "Olha lá..." e terminando com um "Ouvi dizer..." de doer o peito, eis que os meninos finalmente se despedem da turnê Ventura. Faltam só quatro cidades: São Caetano do Sul, Recife, Fortaleza e o meu lar querido, o Rio de Janeiro. Tá bom pra vocês cariocas três shows consecutivos no Canecão? Pra mim tá ótimo, perfeito. Com participações de Domenico + 2, Acabou La Tequila e Carne de Segunda então, já dá pra prever que as noites vão ser movimentadas. E se o Camelo realmente cantar Santa Chuva, música belíssima de sua autoria gravada por Maria Rita, como fez em São Paulo? Aí minhas palavras vão escapar, com certeza...
Então é isso, pessoas queridas que amam LH. A turnê acaba, mas ano que vem tem coisa nova, obviamente. E milhares de novas resenhas, shows etc etc... O que faremos no intervalo entre a despedida e o lançamento do próximo trabalho? Ficaremos saboreando o DVD, que já já vai sair por aí...
* mais informações sobre os shows no site
Certinho?
por Binha 4:46 PM
Segunda-feira, Outubro 25, 2004
Não, eu não sambo mais em vão...
Eu, que nunca fui nerd, que usava computador pra ler emails, falar no icq de vez em quando com pessoas já bem conhecidas ou pesquisar pra faculdade e pra mim mesma, entrei numa lista de discussão nacional sobre Los Hermanos. Isso foi em julho do ano passado, depois do meu estado de êxtase causado pelo show dos meninos no Canecão. Eu, que tinha uma visão um tanto preconceituosa a respeito de conhecer pessoas pela Internet e da probabilidade de relacionamentos como esse se transformarem em grandes amizades, conheci alguns gatos pingados, na ânsia de dividir minha paixão pelos caras, de curtir com mais gente esses eventos, de ser entendida. Pois bem. Primeiro dois ou três, depois talvez cinco. Aí veio o des amis, a lista de discussão carioca, as fitas brancas, e de repente me vi num bar da Lapa com um monte de gente alegre, inteligente e sensível, que foi pra Fundição junto ver mais uma apresentação da banda e depois virou a noite num podrão, falando sem parar. Não, eles não eram os nerds típicos de filme, que não sabem sequer dizer oi. Gostavam de muitas coisas que eu amava, bebiam e dançavam. Não, eles não colecionavam pôsters gigantes do Marcelo Camelo. Ouviam samba, rock, mpb e tinham críticas e interpretações múltiplas de canções dos Hermanos. Era rosto do Rio inteiro: Petrópolis, Teresópolis, Caxias... E tome matéria sobre a gente na Revista de Domingo - um tanto estereotipada, eu sei. A lista carioca passou a ser um ambiente de amigos, de brincadeiras, de discussão sobre música e vida. Parecíamos aqueles colegas de faculdade que já tinham se formado e que continuavam cultivando as memórias em comum. Parecíamos conhecidos de 10, 20 anos. Começamos a explorar todas as afinidades, saindo, virando noites, comemorando aniversários. Era Matriz, Bunker, praia, bar, Réveillon e, obviamente, shows. Teve mineiro e paulista trocando figurinhas e virando "carioca" também. A necessidade de mais conversas e mais brincadeiras não cabia mais numa lista de discussão que crescia e tinha regras para os assuntos. E fez-se a panela. Panela carioca, um novo espaço, sem regras, onde se discutia...qualquer coisa. Às vezes até nos esquecemos do que uniu a gente. É tanta coisa em comum, tanta música em comum, que só quando alguém bebe um pouco mais rola aquele papo nostálgico (tá, eu sei bem quem faz isso, rs) que ressalta o quanto isso é inacreditável. Eu, que não era nerd nem nada, hoje tenho blogs, fotolog e página no orkut... Além dos telefones, o msn é fundamental pra combinamos de ir ao bar da esquina, ao cinema e ao show da banda tal, ou simplesmente pra trocar fotos e mais fotos, mp3 e mais mp3. A lista carioca, mais conhecida como aquela dos Hermanos Cariocas, tá aí, crescendo e de vez em quando apresentando pessoalmente mais alguém interessantíssimo de se conhecer. Os amigos, aqueles do começo, estes vão ficar. E ontem, num churrasco que simbolicamente comemorou um ano de muita farra e história, eu pude sentir isso plenamente.
Certinho?
por Binha 11:21 AM
Quarta-feira, Agosto 18, 2004
** A estréia da Orquestra no Ballroom, na última segunda, foi simplesmente perfeita. Nosso Ruivo estava inspiradíssimo. Mais sobre a noite no blog da OI.
** Saiu no Jornal O Globo:
Megazine - Rio, 16 de agosto de 2004
Hermanos com a palavra
Bruno Medina
ZAMBUJEIRA DO MAR
Portugal
Na semana passada, minha banda participou do Sudoeste 2004, tradicional festival português realizado na cidade de Zambujeira do Mar, na região sudoeste do país. Os shows ocorrem numa grande área verde situada perto de um povoado a três horas de distância de Lisboa. A principal característica deste festival é que a maioria do público presente fica acampado numa área anexa, constituindo uma gigante comunidade de barracas que perdura pelos três dias do evento, e isso por si só já cria uma atmosfera peculiarmente harmoniosa para o festival; não se vê nenhum policiamento ostensivo ou qualquer tipo de confusão. Acho que a vida em comunidade no camping proporciona uma maior noção de coletividade, e esse é certamente um bom exemplo a ser seguido pelos festivais brasileiros.
No mais, em relação à estrutura, posso dizer que nossos festivais estão bem próximos dos europeus. A escalação das bandas era de se tirar o chapéu: Kraftwerk, Air, Dandy Warhols, Massive Attack, Franz Ferdinand, sendo que os três últimos tocaram no nosso dia. Como chegamos um pouco antes na região, tivemos a oportunidade de sentar na grama e assistir aos shows, coisa que há muito não conseguimos fazer no Brasil. Eu fiquei muito impressionado com o show dos escoceses do Franz Ferdinand. A banda ainda não é muito conhecida do público brasileiro mas hoje é uma das mais badaladas da Europa. O som remete bastante aos anos 80, me lembrou Devo, Duran Duran e Strokes, numa bem-sucedida combinação. Outra banda legal que eu não conhecia é a Divine Comedy, da Inglaterra, que mistura country americano com uma influência marcante de David Bowie. A nossa participação no evento foi tímida, fizemos o show de abertura do segundo dia do festival e ainda somos desconhecidos de grande parte do público português. Nossa apresentação foi muito bem recebida, contando até com um pedido de bis, mas é preciso se adaptar à distância e à seriedade do público europeu. Já é possível ver em meio a multidão algumas pessoas cantando nossas músicas e isso nos causou surpresa. Creio que ainda temos um longo caminho a percorrer no que se refere à penetração da banda na Europa, mas o primeiro passo já está dado.
Outras turnês já estão sendo estudadas e é possível que voltemos a Portugal ainda este ano para a realização de cinco shows, desta vez tocando sozinhos e em lugares menores. Cabe deixar registrado que é muito revigorante a sensação de começar de novo em outro lugar, onde ninguém nos conhece e onde temos a oportunidade de fazer tudo de uma forma diferente, e até de repetir alguns erros também.
Certinho?
por Binha 12:56 PM
Domingo, Agosto 15, 2004
Com um atraso imperdoável, quero parabenizar nosso querido Bruno Medina pelo seu aniversário. Espero que você continue encantando a todos nós com suas palavras e sua música.
E amanhã começa nova temporada da Orquestra Imperial, com Ruivo e cia, no Ballroom, RJ. Mais informações aqui.
Certinho?
por Binha 5:47 PM
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